Projetos

                                                   
                                                                             

        Para Hernandez(1998) trabalhar com projetos é uma forma de ressignificar o processo de aprendizagem e ensino. O professor deixa de exercer o papel de transmissor de conteúdos e passa a se transformar em um pesquisador. Já o aluno passa de receptor passivo a sujeito do processo, desenvolvendo as habilidades de elaborar, questionar, refletir, selecionar, registar, argumentar, pesquisar, formular hipóteses, tornando-se o protagonista de sua aprendizagem. O professor age como mediador desse processo, criando situações desafiadoras, intervindo quando necessário. O trabalho com projetos viabiliza uma aprendizagem significativa e global, da realidade, a organização do currículo por disciplinas, de forma fragmentada sofre uma reorganização, através dos métodos globalizados, agora os conteúdos não podem ser divididos e afastados da realidade do aluno, pois precisa ser absorvido por eles de maneira que se torne instrumento para união de aprendizagem com observação, experiência, interação e prática. Despertando interesse de consciência coletiva e cooperação adequando novos paradigmas que estão próximos ao nosso cotidiano. (Postado por Tatiana de Morais)



  Metodologia por Projetos − uma proposta para a integração dos conteúdos curriculares 

       A metodologia de projetos foi aprofundada por Zabala (2002) em suas pesquisas a respeito do enfoque globalizador e dos métodos globalizados. O autor parte da constatação de que o conhecimento foi culturalmente constituído em matérias, mas entende ser necessário superar os limites restritos das disciplinas para que se possam produzir os avanços necessários para a construção uma educação que possa “desenvolver as capacidades humanas para conhecer e intervir na realidade” (p.35).
Para Zabala, é preciso renunciar às particularidades do conhecimento disciplinar, buscando “a restauração dos significados humanos do conhecimento” (2002, p. 26). Segundo o autor, as decisões sobre a organização dos conteúdos e a metodologia didática constituem ações voltadas para os meios de alcançar a finalidade de formar cidadãos e cidadãs capazes de intervir na realidade e modificá-la desde uma perspectiva democrática. Na perspectiva globalizadora, as disciplinas não são o objeto de estudo, mas o meio para obter o conhecimento da realidade.
     O desenvolvimento dos métodos globalizados recebe a influência das teorias de Claparède e Decroly, as quais postulam que “o conhecimento é adquirido por percepções que inicialmente são sempre sincréticas ou globais” (ZABALA, 2002, p.196), ao passo que o objetivo da educação seria o de facilitar a passagem destas visões globais (superficiais), por meio da análise, para uma compreensão mais aprofundada da realidade. Tais concepções partem de uma visão psicológica e a ela aliam-se argumentos epistemológicos e sociológicos, ligados à finalidade do ensino e da necessidade de interpretar a realidade em sua totalidade.
     Dentre os vários métodos considerados globalizados, Zabala discrimina quatro perspectivas que seriam consideradas de maior relevância: os Centros de interesse, de Decroly; os Métodos de projetos, de Kilpatrick; a investigação do meio do MCE (Movimento de Cooperazione Educativa de Itália); e, ainda, os Projetos de trabalhos globais.
       Para o autor, a capacidade destes métodos para serem úteis à escola está diretamente relacionada às suas possibilidades de adaptação às finalidades educativas e de sua adequação ao conhecimento atual sobre os processos de ensino/aprendizagem. Apesar de estarem atrelados aos conhecimentos científicos da época em que foram criados, todos os métodos guardam princípios importantes, os quais têm sido utilizados nos modelos mais atuais. Para todos, a realidade é o objeto de estudo, entretanto, cada estudo possui um ideal de pessoa e de sociedade. As diferenças entre os mesmos estão relacionadas à intenção/ finalidade do trabalho a ser realizado e nas sequências didáticas propostas.
      Na perspectiva de Zabala (2002, p.215), apesar das diferenças, o objetivo básico de tais métodos é o de conhecer a realidade e saber desenvolver-se na mesma. Se as finalidades do ensino estão direcionadas para o conhecimento e a atuação para a vida, parece lógico que o objetivo do estudo, o eixo estruturador das aprendizagens, seja a própria realidade. (Postado por Maria Luiza)

Referências: ZABALA, Antoni. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para o currículo escolar. Porto Alegre: ARTMED, 2002. 


       Qual a diferença entre projetos de Ensino, Aprendizagem e Ação?

Projeto de ensino: Os alunos não podem se considerar sujeitos autônomos do processo de aprendizagem , visto que são os professores que definem como os alunos irão aprender, preveem datas e atividades a serem desenvolvidas. Quanto ao tema os alunos partem de suas experiências, ou de pendencias de outros projetos, ou o professor pode propor os temas  necessários. (Postado por Roselena Azambuja)


Projeto de Ação: É um método cujo o tema surge a partir de um problema, de um desejo, de uma intenção. É uma atividade intencional, que permite melhorar o conhecimento  a partir de situações-problemas reais, introduzindo decisões para uma mudança que melhore a prática dos alunos. (Postado por Maria Luiza)

Projeto de Aprendizagem: Para melhor exemplificar colocarei as caraterísticas da função de relações interativas, o planejamento e a plasticidade na ampliação desse projeto permitindo uma remodelação às necessidades dos alunos, levar em conta as contribuições dos alunos no início e durante as atividades, fazer com que encontrem sentindo no que fazem, auxiliando para que enxerguem os processos e o se espera deles, estabelecer metas alcançáveis, ajudar de forma adequada no processo de construção do aluno, promover o estabelecimento de relações com o novo conteúdo apresentado e levando os alunos a fazer uma análise, síntese e avaliação do trabalho, construindo um ambiente e relações que facilitam a autoestima e o autoconceito, estabelecendo canais de comunicação entre professor/aluno, aluno/aluno, potencializar a autonomia possibilitando a metacognição e finalmente avaliar o aluno conforme sua capacidade e esforço. 
(Postado por Tatiana de Morais)

Fonte: Texto: Transgressao-e-Mudanca-Na-Educacao-Fernando-Hernandez, CAP1
             Texto: A prática educativa: como ensinar- Antoni Zabala




Comentários

  1. Parabéns pelo texto.
    Retomam as leituras indicadas na interdisciplina e fazem a diferenciação entre os tipos de projetos.
    Fazem uma boa retrospectiva histórica da pedagogia de projetos.

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